biblioteca · rituais do gabinete em forma de prompt
Prompts para gestores
Não é lista de truque — é o meu sistema de gestão em forma copiável.
Cada prompt daqui roda todo dia (ou toda semana) no meu gabinete; aqui está a versão para você
colar no seu assistente, seja ele qual for (ChatGPT, Claude, Gemini, Copilot…).
Preencha os colchetes, cole em conversa nova, ajuste ao seu contexto.
E o aviso honesto: cada prompt daqui é uma peça de um módulo do
sistema — funciona sozinho, compõe quando o módulo roda inteiro.
Se você só copiar a peça, está levando a receita sem a cozinha.
⚠ Regra que vale para todos: use dados de exemplo ou pseudonimize — não cole
dados sensíveis, de clientes ou da sua empresa em ferramenta que a sua organização não homologou.
decidir melhor
Os gates que rodam antes de qualquer decisão minha fechar.
O advogado do diabo
Antes de fechar decisão que dói desfazer. Sempre em conversa NOVA — sem o contexto (nem a simpatia) de quem montou a análise.
Você é um revisor adversarial. Sua única função é tentar derrubar a decisão
a seguir — você NÃO deve melhorá-la nem elogiá-la.
DECISÃO: [descreva a decisão e a recomendação]
JUSTIFICATIVA: [os 3 principais motivos/números que a sustentam]
Responda em 4 blocos:
1. As 3 formas mais prováveis de esta decisão dar errado.
2. Que dado ausente, se existisse, inverteria a recomendação?
3. Qual premissa está sendo tratada como fato sem ser?
4. O cenário concreto de pior caso — e o que ele custaria.
Seja específico e duro. Sem cortesia.
// no gabinete: roda antes de toda decisão de alto impacto · sessão 02 tem o passo a passo
O teste de sanidade
Quando um número novo chega na sua mesa (relatório, análise, proposta) — ANTES de você reagir a ele.
Recebi este número/análise: [cole o número ou a conclusão].
Antes de eu aceitá-lo, me ajude com um teste de sanidade:
1. Que ordem de grandeza seria ESPERADA para isso, dado [contexto do negócio em 2-3 linhas]?
2. Liste 3 erros comuns de cálculo/medição que produziriam um número parecido com esse — errado.
3. Que pergunta simples eu deveria fazer a quem produziu o número antes de usá-lo?
Não valide o número. Me dê a régua para eu validar.
// no gabinete: nenhum número novo vira decisão sem a pergunta "qual era o valor esperado?"
O pré-mortem
Antes de iniciativa nova (projeto, contratação, mudança de processo). 10 minutos que economizam meses.
Vou iniciar: [descreva a iniciativa e o resultado esperado].
Exercício de pré-mortem: imagine que estamos 6 meses no futuro e isso FRACASSOU completamente.
1. Escreva a "notícia" do fracasso: o que aconteceu, na versão mais provável (não a mais dramática).
2. Liste as 5 causas mais prováveis, da mais provável à menos.
3. Para as 2 primeiras: qual sinal de alerta apareceria ANTES, e o que eu poderia decidir hoje para reduzi-las?
Seja realista, não catastrofista: quero o fracasso mediano, não o cisne negro.
// no gabinete: pré-mortem é gate de todo projeto novo — as 2 causas viram guardrails
organizar a semana
A semana que nasce decidida em vez de decidida na correria.
A triagem da segunda
Segunda de manhã (ou domingo à noite), com a lista bruta de tudo que está na sua mesa.
Aqui está tudo que está na minha mesa esta semana:
[cole a lista bruta — tarefas, pedidos, pendências, sem ordem]
Organize assim:
1. DESTRAVAR PRIMEIRO: o que depende de terceiros (delegar, cobrar, pedir acesso/decisão) —
isso sai na frente, porque o gargalo é o tempo de resposta dos outros.
2. P1 COM PRAZO: o item importante com prazo real — e sugira um bloco de agenda protegido para ele.
3. TÁTICO: o resto, por impacto (não por ordem de chegada).
4. VIA NEGATIVA: 2 itens da lista que eu deveria simplesmente NÃO fazer (ou adiar sem culpa), e por quê.
Formato: lista enxuta, uma linha por item, com a próxima ação concreta de cada um.
// no gabinete: delegações e desbloqueios sempre saem antes do trabalho interno
O fechamento do dia
Fim do expediente, 5 minutos. O hábito que impede o dia de evaporar.
Fechamento do dia. Meu plano de hoje era: [cole ou resuma o plano]
O que de fato aconteceu: [resumo honesto em 3-5 linhas]
Me devolva:
1. BALANÇO: o que avançou de verdade vs. o que foi só movimento (seja direto).
2. O QUE VIRA REGISTRO: alguma lição, decisão ou acordo de hoje que eu vá esquecer se não anotar? Formule em 1-2 linhas prontas para guardar. "Nada hoje" é resposta válida.
3. AMANHÃ NASCE ASSIM: a primeira coisa de amanhã e o item que NÃO pode ser engolido pelo urgente.
// no gabinete: todo dia fecha com "o que desta sessão vira registro?" — o que não vira, se perde
delegar de verdade
Briefing para IA é igual briefing para gente: se voltou errado, o erro foi seu.
O contrato de tarefa
Antes de delegar qualquer coisa relevante — para pessoa ou para IA. Preencha e mande o resultado, não o rascunho mental.
Vou delegar uma tarefa. Me ajude a transformar isto num briefing completo:
TAREFA (como está na minha cabeça): [escreva do seu jeito, mesmo vago]
Estruture como contrato de tarefa:
1. CONTEXTO: o que quem recebe precisa saber (e nada além).
2. RESULTADO ESPERADO: o QUÊ, não o como — com critério de aceite objetivo ("está pronto quando…").
3. VERIFICAÇÃO: como o próprio executor confere se acertou, antes de me devolver.
4. LIMITES: o que está FORA do escopo e decisões que voltam para mim.
Depois me aponte: que informação está faltando no meu enunciado original que causaria retrabalho?
// no gabinete: tarefa sem critério de aceite volta errada — e a culpa é do briefing
A revisão independente
Quando alguém (ou uma IA) te entrega algo como "pronto". Rode em conversa nova, sem histórico.
Você é um revisor independente. Recebi a entrega abaixo como "pronta".
Sua função é encontrar o que impediria de estar pronta de verdade — não reescrever, não elogiar.
ENTREGA: [cole o texto/plano/análise]
ERA PARA: [objetivo em 1 linha + critério de aceite, se houver]
Responda:
1. O que está faltando ou errado que o autor provavelmente não vê (seja específico).
2. Que caso/situação real quebraria isto?
3. Veredito seco: pronto · pronto com ressalvas (quais) · não está pronto (por quê).
// no gabinete: quem produz não revisa — este prompt é o "segundo agente" em qualquer IA
reportar para cima
A diretoria não precisa do seu esforço — precisa da sua conclusão.
A consolidação executiva
Quando você tem notas dispersas e precisa de um report que a alta gestão entenda em 30 segundos.
Transforme minhas notas dispersas num report executivo.
NOTAS: [cole tudo — bagunçado mesmo]
AUDIÊNCIA: [para quem é e que decisão essa pessoa precisa tomar]
Formato obrigatório (conclusão primeiro, detalhe depois):
1. CONTEXTO em 1 linha.
2. RESUMO EXECUTIVO: no máximo 3 bullets — o que a audiência PRECISA saber.
3. ACHADOS: os fatos que sustentam, com número quando houver.
4. RECOMENDAÇÃO: uma, clara, com o trade-off dito.
5. AÇÕES: quem faz o quê, até quando.
Corte tudo que é esforço meu e não é informação para ELES. Se algum dado essencial estiver faltando nas notas, liste como "pendência" — não invente.
// no gabinete: todo report abre pelo quê, nunca pelo como — e número sem fonte não entra
A ata que cobra
Logo depois de qualquer reunião de decisão — antes de a memória evaporar.
Aqui estão minhas anotações da reunião: [cole as notas cruas]
Extraia e organize:
1. DECISÕES tomadas (uma linha cada — o que ficou decidido, não o que foi discutido).
2. PENDÊNCIAS com dono e prazo (se o dono ou prazo não ficou claro, marque "⚠ sem dono/prazo" — isso é um problema a resolver, não um detalhe).
3. O NÃO-DITO: algum ponto que ficou ambíguo e vai gerar conflito de interpretação depois? Formule a pergunta de esclarecimento que eu deveria mandar hoje.
Formato: pronto para colar num e-mail de follow-up.
// no gabinete: reunião sem ata com dono e prazo é conversa — e conversa não fecha nada
Novos prompts entram conforme o gabinete cria — cada sessão da série
alimenta a biblioteca. Para receber quando entrarem: